1. Mover-se pela cidade
**Autocarro urbano.** TUSSAM, a empresa municipal, gere a rede de autocarros urbanos, com linhas diurnas que cobrem praticamente toda a cidade e linhas noturnas quando o resto do serviço está fechado. As linhas circulares C1 e C2 percorrem o centro e os bairros próximos em sentidos opostos, e servem, entre outros pontos, a Macarena, a Ronda Histórica, Puerta Osario, Santa Justa, Nervión, San Bernardo, o Prado de San Sebastián, Los Remedios e Triana. O autocarro chega a ruas e bairros aos quais o metro não chega, e é o modo que liga o centro a Sevilla Este, Pino Montano, o Polígono Norte e a Cartuja.
**Elétrico Metrocentro.** O elétrico, também gerido pela TUSSAM, atravessa o centro numa única linha, da Plaza Nueva, junto à Câmara Municipal, a San Bernardo, junto ao Parque de María Luisa. No caminho passa pelo Arquivo das Índias e a Catedral, a Puerta de Jerez e a Torre do Ouro. É o modo mais direto para atravessar o centro histórico sem caminhar, e liga com o metro e com os Cercanías em San Bernardo.
**Tranvibús.** A linha TB1 de autocarro de trânsito rápido une Sevilla Este e Torreblanca com o centro. O seu percurso chega à Plaza del Duque, após a ampliação colocada em serviço em setembro de 2026, passando por Santa Justa. A chegada do tranvibús ao centro obrigou a reorganizar várias linhas da TUSSAM e a mudar alguns terminais, pelo que convém verificar o percurso vigente na TUSSAM antes de viajar.
**Metro.** Sevilha tem uma única linha de metro em serviço, a linha 1, operada pelo Metro de Sevilla. Vai de Ciudad Expo, em Mairena del Aljarafe, a Olivar de Quintos, em Dos Hermanas, atravessando Sevilha de oeste a este. Dentro da cidade para em Blas Infante, Parque de los Príncipes, Plaza de Cuba, Puerta Jerez, Prado de San Sebastián, San Bernardo, Nervión, Gran Plaza, 1.º de Mayo, Amate, La Plata, Cocheras, Pablo de Olavide e nas estações de Montequinto. San Bernardo é o intercambiador com os Cercanías. A linha 3 está em construção e não está em serviço: não deve ser contada como modo disponível.
**Bicicleta e táxi.** Sevilha tem uma rede de ciclovias e o sistema público de bicicletas Sevici, da Câmara Municipal, com estações distribuídas pela cidade. A bicicleta serve bem para o Parque de María Luisa, o rio e os bairros planos, e mal para as ruas estreitas do centro antigo nas horas de mais gente. Os táxis oficiais são brancos com uma faixa amarela e funcionam com taxímetro; apanham-se nas paragens sinalizadas ou pedem-se na rua.
2. Chegar a Sevilha e sair da cidade
**De avião.** O aeroporto de Sevilha, também chamado de San Pablo, fica a nordeste da cidade e é gerido pela Aena. Não tem estação de metro, elétrico nem comboio: a ligação pública é o autocarro EA, Especial Aeropuerto, da TUSSAM, que une o aeroporto com a estação de Santa Justa e com a estação de autocarros de Plaza de Armas, no centro. A outra opção é o táxi, disponível em frente ao terminal. Para apanhar um comboio de longa distância é preciso ir primeiro a Santa Justa, no EA ou de táxi.
**De comboio.** A estação principal é Sevilla Santa Justa. Dela partem comboios de alta velocidade AVE, comboios de média e longa distância e comboios de Cercanías da Renfe. Santa Justa é também o ponto de partida para Madrid, Córdoba, Málaga e Barcelona, entre outros destinos. A estação de San Bernardo, no centro, atende comboios de Cercanías e liga com o elétrico Metrocentro e com o metro. Os destinos e serviços concretos devem ser consultados na Renfe antes de viajar.
**De autocarro interurbano e de carro.** As duas estações de autocarros da cidade são Plaza de Armas, a oeste do centro, e Prado de San Sebastián, junto ao Parque de María Luisa. Delas partem rotas interurbanas para as vilas da área metropolitana e da província, servidas em parte pelos autocarros verdes do Consorcio de Transporte Metropolitano. Por estrada, Sevilha está ligada a Córdoba, Huelva, Cádiz e Málaga, entre outros destinos. O porto do Guadalquivir é comercial: não há um serviço regular de ferry de passageiros para outras cidades, e os barcos do rio são passeios de lazer, não transporte.
3. Deslocar-se em termos gerais
Para distâncias curtas no centro, caminhar costuma ser mais rápido do que esperar por um transporte: a Catedral, o Alcázar, Santa Cruz, a Plaza Nueva e a Plaza de España ficam a curta distância entre si, embora as ruas do centro antigo sejam estreitas e na primavera, com a Semana Santa e a Feira, sejam cortadas ou fiquem cheias. Para atravessar a cidade, o metro e o autocarro são os modos diretos: o metro une Los Remedios e Nervión com o leste, e o autocarro cobre o norte, Sevilla Este e a Cartuja.
O elétrico serve apenas o eixo do centro, da Plaza Nueva a San Bernardo, e não chega a Santa Justa nem ao aeroporto. À noite, quando o metro fecha, ficam os autocarros noturnos da TUSSAM e o táxi. Nas horas de mais trânsito, o metro evita os engarrafamentos da estrada, enquanto o autocarro e o táxi os partilham, sobretudo nas pontes sobre o Guadalquivir. O carro não é necessário no centro e estacionar ali é difícil: para uma estadia curta, o autocarro, o metro e a pé cobrem quase tudo.